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Campanha Mundial para Conscientização da Psoríase

PSORÍASE NÃO TEM CURA, MAS TEM TRATAMENTO!

A psoríase é uma doença de pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. Na maioria das vezes se apresenta como placa de coloração avermelhada e descamativa nos cotovelos, joelhos e tronco, porém é uma doença que acomete couro cabeludo, unhas, articulações e outros sistemas do corpo.

Os sintomas podem desaparecer e reaparecer periodicamente. Sua causa é desconhecida, mas sabe-se que pode ser relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética.

Os quadros precoces que aparecem na infância e adolescência geralmente estão relacionados com a genética familiar, têm tendência a serem mais graves e acometerem mais as articulações.

A psoríase que aparece tardiamente após os 40 anos, geralmente apresenta quadros mais leves e responde melhor ao manejo dos medicamentos.

É importante ressaltar: a doença NÃO É CONTAGIOSA e o contato com pacientes NÃO PRECISA SER EVITADO.

Os sintomas incluem:

  • Manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas.
  • Pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento.
  • Coceira, queimação e dor.
  • Unhas grossas, com depressões pontiagudas, esbranquiçadas, com estrias.
  • Inchaço e rigidez nas articulações que podem evoluir para deformidade dos dedos e de outras articulações com a progressão da doença.
  • Devemos lembrar dos fatores que desencadeiam ou pioram a psoríase tais como: estresse, tabagismo, alcoolismo, tempo frio e obesidade.

    A psoríase impacta significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente, por isso o ideal é procurar tratamento o quanto antes.

    O diagnóstico é feito pelo médico Dermatologista, que irá classificá-la e indicar a melhor opção terapêutica. O médico Reumatologista também trata e acompanha os quadros de psoríase que atinge as articulações, lembrando que em alguns casos (a minoria) as dores articulares aparecem antes das lesões na pele.

    Tipos de psoríase:

    Psoríase em placas ou vulgar

    É a manifestação mais comum da doença. Forma placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas. Essas placas coçam e algumas vezes doem, podendo atingir todas as partes do corpo, inclusive, genitais e dentro da boca. Em casos graves, a pele em torno das articulações pode rachar e sangrar.

    Psoríase Ungueal

    Afeta os dedos das mãos e dos pés e também as unhas. A característica mais comum são pontos depressivos nas unhas. A doença faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse e escame, além de perder a cor. Em alguns casos a unha chega a descolar da carne e, nos casos mais graves, a esfarelar.

    Psoríase do couro cabeludo

    Surgem áreas avermelhadas com escamas espessas branco-prateadas, principalmente na parte posterior do couro cabeludo. As lesões geralmente ultrapassam a linha de implante do cabelo, formando uma placa vermelha e descamativa que pode invadir a testa e a região da nuca. Lesões atrás da orelha também são comuns. Assemelha-se à caspa.

    Psoríase Gutata

    Geralmente é desencadeada por infecções bacterianas, como as de garganta. É caracterizada por pequenas feridas, em forma de gota no tronco, braços, pernas e couro cabeludo. As feridas são cobertas por uma fina escama, diferente das placas típicas da psoríase que são grossas. Este tipo acomete mais crianças e jovens antes dos 30 anos.

    Psoríase Invertida

    Atinge principalmente áreas úmidas, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor dos genitais. São manchas inflamadas e vermelhas.

    Psoríase pustulosa

    Nesta forma rara de psoríase, podem ocorrer manchas em todas as partes do corpo ou em áreas menores, como mãos, pés ou dedos (chamada de psoríase palmo-plantar). Geralmente ela se desenvolve rapidamente, com bolhas cheias de pus que aparecem poucas horas depois de a pele tornar-se vermelha. A psoríase pustulosa generalizada pode causar febre, calafrios, coceira intensa e fadiga.

    Psoríase Eritrodérmica

    É o tipo menos comum. Acomete todo o corpo com manchas vermelhas que podem coçar ou arder intensamente, levando a manifestações sistêmicas. Ela pode ser desencadeada por tratamentos intempestivos como uso ou retirada abrupta de corticoides, infecções ou por outro tipo de psoríase mal controlada.

    Psoríase Artropática

    Além da inflamação na pele e da descamação, a Artrite psoriásica, como também é conhecida, causa fortes dores nas articulações. Afeta qualquer articulação, e embora sendo menos grave do que a artrite comum, pode causar rigidez progressiva. Pode estar associada a qualquer forma clínica da psoríase.

    Tratamento:

    O tratamento da psoríase é essencial para manter uma qualidade de vida satisfatória. Nos casos leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e exposição diária ao sol são suficientes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas.

    Nos casos moderados, quando apenas as medidas acima não melhoraram os sintomas, o tratamento com exposição à luz ultravioleta (fototerapia), se faz necessário. Esta modalidade terapêutica pode ser feita com ou sem associação de medicamento, dependendo do tipo de pele e da resposta individual de cada paciente ao tratamento.

    Já em casos graves, é necessário iniciar tratamentos com medicação via oral ou injetável. Houve um avanço muito grande nos últimos anos com a utilização dos imunobiológicos no tratamento da psoríase, melhorando a qualidade de vida de muitos doentes graves.

    A psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima do paciente, o que pode piorar o quadro. Assim, o acompanhamento psicológico é indicado em alguns casos. Outros fatores que impulsionam a melhora e até o desaparecimento dos sintomas são: alimentação balanceada e a prática de atividade física.

    Nunca interrompa o tratamento prescrito sem autorização do médico. Esta atitude pode piorar a psoríase e agravar a situação.

    Procure sempre fazer o acompanhamento com o Dermatologista. A psoríase tem tratamento, o paciente pode ficar sim livre de lesões!

    Fonte: site WWW.sbd.org.br, Belda Júnior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de Dermatologia. 2ª. edição. São Paulo: Ed. Atheneu; 2014. - Bologna J, Jorizzo J, Rapini RP. Dermatology. 2nd edition. London: Ed. Mosby; 2010

Por: Dra. Daniela Ferro Farias

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